Publicamos na Google Play e na App Store o ZERO 18 Food, marketplace de delivery da região do DDD 18. Neste artigo abrimos a arquitetura, as tecnologias e a decisão de produto que mais mudou o projeto: transformar vídeo em pedido.
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O ZERO 18 Food é um marketplace de delivery que conecta o consumidor aos restaurantes, pizzarias, hamburguerias e lanchonetes de Araçatuba e cidades vizinhas — a região do DDD 18. O aplicativo está publicado na Google Play e na App Store, com catálogo por categoria, busca por empresa, carrinho, pagamento, acompanhamento do pedido e avaliações verificadas.
Do ponto de vista de produto, é um projeto de três frentes que precisam funcionar juntas: o aplicativo de quem pede, o painel de quem recebe o pedido e a operação que administra o marketplace. Tratar qualquer uma delas como acessório é o erro que faz projeto de delivery falhar depois da entrega.
Neste artigo abrimos como o projeto foi construído — arquitetura, tecnologias, decisões de produto e o que aprendemos. Se você está avaliando desenvolver um aplicativo de delivery, é o tipo de detalhe que raramente aparece numa proposta comercial.
Todo marketplace de delivery se parece por dentro. A diferenciação real quase nunca vem de mais uma funcionalidade de catálogo — vem de mudar a forma como o cliente decide o que pedir.
O Zero18 Play é um feed de vídeo vertical dentro do aplicativo, no formato de stories que o público já domina de rede social. A diferença está no que cada vídeo carrega: o produto vem anexado, com nome, preço e botão de pedido. O cliente vê a pizza saindo do forno e compra ali mesmo, sem trocar de tela nem procurar o item no cardápio.
Tecnicamente, isso significa vincular cada publicação de vídeo a um item real do catálogo, com preço sincronizado e disponibilidade validada no momento do toque. Vídeo que leva para um produto esgotado é pior do que não ter vídeo nenhum — quebra a confiança justamente no momento de maior intenção de compra.
Para o restaurante, o ganho é um canal de conteúdo que não depende do alcance de rede social e que termina em pedido, não em curtida. O projeto se apresenta como o primeiro aplicativo de delivery do Brasil com conteúdo ao vivo dos restaurantes.
A escolha técnica de um marketplace de delivery é definida por três exigências: publicar nas duas lojas sem dobrar o custo, atualizar status de pedido em tempo real e aguentar pico de demanda em horário de refeição.
React Native, gerando o app para Android e iOS a partir de um único projeto. Reduz custo e prazo sem perder acesso a recursos nativos como notificação push, câmera e geolocalização.
Node.js com API REST, servindo o app do cliente, o painel do lojista e a administração do marketplace a partir do mesmo contrato de dados.
Status do pedido e disparo de promoção segmentada. É o principal ativo que um app próprio dá e que o marketplace nacional tira do lojista.
Pix, cartão de crédito e débito e dinheiro na entrega, com o repasse desenhado para a operação do marketplace — comissão e acerto com cada estabelecimento.
Entrega dos vídeos do Zero18 Play em formato adequado para conexão móvel, com transmissão ao vivo e o vínculo com o produto do catálogo.
Recebimento de pedidos, gestão de cardápio, controle de disponibilidade, promoções próprias e publicação de conteúdo.
A metade do projeto que quase nenhuma proposta detalha é o lado de quem recebe o pedido. Sem um painel que funcione na correria do horário de pico, o app do cliente vira problema em vez de solução.
A comissão de marketplace nacional de delivery costuma ficar entre 12% e 27% do valor do pedido. Para um restaurante que fatura R$ 60 mil por mês pela plataforma, isso representa de R$ 7 mil a R$ 16 mil mensais — todo mês, e crescendo junto com o faturamento.
Mas o custo maior não aparece na fatura: é a base de clientes. Quem pede pelo marketplace é cliente do marketplace. O restaurante não tem o contato, não pode enviar promoção e, na tela onde o cliente escolhe, o concorrente aparece ao lado.
Um marketplace regional muda essa equação para o comércio local sem exigir que cada estabelecimento construa o próprio aplicativo. É um meio-termo que funciona bem em cidades onde a marca local ainda tem peso — e onde o consumidor prefere pedir de quem conhece.
Vídeo bonito que não leva ao carrinho é entretenimento, não venda. Vincular a publicação ao item do catálogo, com preço e disponibilidade reais, foi o que transformou o Zero18 Play em canal comercial.
Restaurante que acha o painel confuso volta a anotar pedido no papel. Testar o fluxo de recebimento no horário de pico, com quem realmente vai usar, vale mais que qualquer reunião de levantamento.
Aplicativo que ninguém baixa não substitui marketplace nenhum. QR Code na embalagem, cupom exclusivo do app e cashback na primeira compra fazem parte do escopo, não do “depois”.
Item esgotado que aceita pedido gera cancelamento e nota baixa. Controle de disponibilidade fácil de operar é requisito, não recurso extra.
O ZERO 18 Food é um marketplace com vários estabelecimentos, mas o mesmo time desenvolve aplicativos de delivery de loja única — para restaurante, pizzaria, distribuidora ou supermercado. No mesmo período entregamos também o app do Comercial Coutinho, um delivery de supermercado com mais de 3.000 itens no catálogo, que exige uma solução bem diferente de busca e categorização.
O caminho começa entendendo a sua operação: cardápio ou catálogo, raio de entrega, formas de pagamento e como os pedidos chegam hoje até a cozinha. A partir daí definimos o que entra na primeira versão e o que pode esperar.
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